A Cia. Revolucionária Triângulo Rosa é um coletivo de pessoas que:
- apostam mas são críticas à morosidade do avanço das políticas públicas;
– são imediatistas e acreditam que a negociação e o consenso nem sempre são medidas razoáveis;
– respeitam mas não conseguem se ver representados na sigla e pelo movimento LGBT;
– que sentem na pele a opressão relacionada à sua vida sexual ou à sua apresentação social da feminilidade e/ou masculinidade;
E ainda, um coletivo de seres humanos cujos interesses convergem par
a) Uma sociedade mais justa, solidária e igualitária
b) Politização da comunidade sexodiversa
c) Retomada do protagonismo de movimentos auto-organizados pela luta dos direitos civis
d) Superação dos rótulos (homo, bi, trans, hetero) e valorização de apenas um: ser humano
e) Direito à livre expressão e afirmação da sexualidade
f) Formação de cidadãos sexodiversos
g) Uma sociedade menos machista e/ou heteronormativa
h) A defesa da laicidade do Estado Brasileiro
i) Respeito pelas diferenças
j) Defesa dos Direitos Humanos
k) Criação de receptividade para os sexodiversos
l) Combate aos falsos moralismos e hipocrisia
m) Reconhecimento das unidades familiares não patriarcais
n) Igualdade jurídica independente de sexo, gênero ou orientação sexual
o) Implementação de instrumentos jurídicos e educativos de combate a homofobia
p) Apoio a outras causas sociais não relacionadas aos temas sexodiversos.
Por que nos juntamos?
Após o reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo gênero pelo STF, os conservadores recrudesceram os discursos homofóbicos e transfóbicos, articulando-se para impedir que a população brasileira de sexodiversos [lésbicas, gays, bissexuais, travestis,transexuais ou quaisquer outros que não encontram-se sob o manto da heteronormatividade] obtenha outras importantes conquistas, como, por exemplo, a aprovação do PLC 122/06 e, no Rio de Janeiro, da PEC 23/07.
Os conservadores, sobretudo as lideranças evangélicas fundamentalistas, lutarão com todo seu poder político, econômico e midiático, manipulando informações, com o objetivo de suprimir os direitos conquistados e interditar novas vitórias. Para fazer frente à reação conservadora, é imperativo que a população comprometida com a construção de uma sociedade livre, igualitária e justa – expanda e intensifique sua articulação política, radicalizando seu discurso e se tornando ainda mais visível.
Portanto, no atual cenário social e político, torna-se de suma importância a participação nas paradas LGBTs, de forma a convertê-las em EVENTOS POLÍTICOS REVOLUCIONÁRIOS.
O momento é de luta política: de articulação, diálogo e confrontação. O horizonte que se apresenta é um tempo de duros confrontos no cotidiano, na mídia e nos tribunais, para que as pessoas de sexualidade diversa da heteronormativa não sejam respeitadas apenas como “pink market”, conquistando sua plena cidadania.
A nossa missão, ainda que utópica, é a REVOLUÇÃO, e nós acreditamos que a revolução é SEXUAL. Não tomamos nossos sexos ou práticas sexuais como marcadores de significação para as pessoas que somos. SOMOS O QUE REALIZAMOS e esperamos realizar o IMPOSSÍVEL.