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	<title>Cia Revolucionária Triângulo Rosa</title>
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		<title>A CATIMBA E O RECALQUE DO HOMOFÓBICO</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:37:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Miguel Rios Foi-se o tempo em que a homofobia só escutava eco e aplausos. Agora tem vaia Foto: internet O que dói no homofóbico é a derrota que se amplia. De goleada. Dói é a torcida adversária comemorar mais &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=416">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Por Miguel Rios</h3>
<h4></h4>
<div id="foto-hor-nova"><img src="http://img1.ne10.uol.com.br/coluna/o-papo-e-pop/imagem/7ea8f5992872beb009a8f602e5753c60.jpg" alt="Foi-se o tempo em que a homofobia só escutava eco e aplausos. Agora tem vaia" width="470" height="230" /></p>
<div>Foi-se o tempo em que a homofobia só escutava eco e aplausos. Agora tem vaia</div>
<div>Foto: internet</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">O que dói no homofóbico é a derrota que se amplia. De goleada. Dói é a torcida adversária comemorar mais alto, enquanto ele, defasado, sai de fininho do estádio. Sai de nariz em pé, mas de alma cabisbaixa. Resta-lhe passar recibos com aquele discurso de Facebook já desmascarado, embalado naqueles quadradinhos de diagramação tosca. Arde nele ver famílias LGBTTs cada vez mais aí, sem timidez, sem medo, com direitos, aceitas, felizes.</p>
<div id="divMateria">
<p style="text-align: justify;">Dói no homofóbico é perceber que deu em nada empurrar um hipócrita oportunista na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Chateou o outro lado e aumentou a vontade e a perseverança de ir à luta. Protesto dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Enche ele de ódio ver o Conselho Nacional de Justiça dar mais um passo à frente. Casamento civil aprovado. Aquela histeria de fim da família, de apocalipse antecipado, cansou, provou ser papo burro, de fanático. Vários países foram na mesma direção e nenhuma notícia de que a população enveadou, sapatizou, se acabou.</p>
<p style="text-align: justify;">Previsões fracassadas, superadas. Tanto quanto as de que o divórcio destruiria a estrutura das pessoas, de que casamentos inter-raciais manchariam a integridade da nação. As pessoas se adaptaram, sobreviveram, miscigenaram, seguiram suas vidas. Descobriram novas formas de amar, de se relacionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Agride o homofóbico saber que uma transexual é diretora de escola infantil no Paraná, eleita pela comunidade, e vai, muito bem obrigada, no cargo. Que os alunos a enxergam como educadora e, tudo bem, trans.</p>
<p style="text-align: justify;">Arde ainda mais ver que os amigos héteros dos gays continuam héteros. Os simpatizantes, os que ele julgava mal assumidos, são cada vez mais em número, em engajamento, sem interesse algum em troca-troca, somente brodagem, consciência. Dói no homofóbico notar que o isolamento é algo tão dele.</p>
<p>Amedronta um homofóbico que em breve deve surgir a campanha: Salve um homofóbico da própria heterofobia. É ele quem teme pelo fim de sua orientação.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas ele a acha uma farsa, sem força para resistir à libertação das outras. Somente ele crê que a humanidade será extinta, que há uma apologia ao arco-íris, que um kit antipreconceito escolar é uma conspiração gay para hipnose coletiva das crianças brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Tira o tapete enxergar que o jeito hétero de andar, de vestir, de falar, de se portar deixou de ser o correto e único. Se um cara usa saia, vai para a faculdade e é vítima de chacota,  outros caras, dos mais diversos, se unem e usam saia juntos para defendê-lo.</p>
<p><img src="http://www2.uol.com.br/JC/_ne10/beijo_gay2_470.jpg" alt="" width="470" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;">Dói no homofóbico surrar, quebrar lâmpadas na cara e presenciar socorro, testemunhas a favor da vítima, prisão e processo. Magoa saber que não é mais a última voz, que comunga com o pensamento geral, o vingador dos bons costumes.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é mais o superior e inquestionável. Tem revide. Tem cobrança. Tem gente, muita gente, falando contra do outro lado. Têm até grandes marcas abraçando a causa: American Express, Coca-Cola, Itaú, Smirnoff, Halls. Acabou a solidão e a conformação do homo oprimido de que “o mundo é assim mesmo, sou o errado, nada posso fazer”.</p>
<p style="text-align: justify;">O homofóbico estrebucha diante dos LGBTTs que deixaram de ser domesticados, pacatos, submissos. Espanta-se por seu comportamento de tirano bonzinho não enganar mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquela frase “eu não sou preconceituoso, mas&#8230;” já está manjada, desacreditada. O “mas” denuncia. A maciez que vem antes é balela, mero escudo decorativo para esconder a face raivosa e fazer de conta que o que vem depois é sensatez, um conselho para a melhor convivência. O que vem depois? Coisa do tipo: “gays não deveriam expor as pessoas à sua conduta”, “tanta exibição só prejudica que as famílias compreendam os homossexuais”. Traduzindo: “se ajoelhe e me reconheça como o maioral”.</p>
<p style="text-align: justify;">O homofóbico se coça por gays e lésbicas terem entendido que liberdade é conquista e não doação. Que se ficassem acomodados aos bons modos héteros, não sairiam do canto, seriam sempre os injustiçados e roubados, aqueles a quem se dá bom dia, que até se aperta a mão, mas que nunca se deixa perto das crianças por muito tempo. As migalhas de carinho e aceitação ganharam o real sentido do “Unhum! Me engana que eu gosto. Senta lá, Cláudia”.</p>
<p style="text-align: justify;">A urticária homofóbica aumenta quando a teoria da ditadura gay é varrida para o lixo. Quem humilhou  primeiro? Quem ditou primeiro as regras? Não busca em uma criança sua orientação sexual. Determina-se: menino é macho, menina é fêmea. A ditadura do “meu filho nunca, prefiro morto”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"> Atitude de menino boa é coçar o saco, falar de futebol e de mulher nua. Boa menina é virginal, meiga e louca para casar, comandar o lar</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quem segregou primeiro? Se o garoto dá pinta não é para os outros andarem com ele. Se há casal gay na novela não é para  assistir. Comercial bom é o que tem papai, mamãe e os filhinhos. Atitude de menino boa é coçar o saco, falar de futebol e de mulher nua. Boa menina é virginal, meiga e louca para casar, comandar o lar.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma trilha retilínea, férrea. E o trem, que atropelou por muito tempo, ainda atropela, ainda ofende, proíbe, espanca e mata. Não se é morto, expulso de casa, achincalhado na rua por ser hétero, já por ser homo&#8230; Ditadura de quem mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o homofóbico quer inverter e falsear realidades, se fazer de vítima, de perseguido, de tolhido em sua expressão. Quem disse que ele não pode falar? Ele não pode é falar sozinho, ser a última palavra como quer e se acostumou a ser. Têm respostas. Respostas que lhe irritam os ouvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi-se o tempo em que a homofobia só escutava eco e aplausos. Agora tem vaia. Tem frustração e gozação pelas fajutas tentativas de orgulho hétero, atos de nenhuma coragem, nenhuma contestação, de uma luta sem metas, sem valia, com beijaços  públicos também conhecidos como cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">O homofóbico se dói pelo descrédito que ele próprio fabrica. Ele se machuca por recalque, esse misto de ódio e paranoia, de placar contrário aos 45 do segundo tempo. Jogo perdido. A dorzinha dele é contusão boba, quando não fingida, para impressionar o juiz. Catimba. Cartão amarelo e Gelol resolvem.</p>
</div>
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		<title>No Brasil de Cris e Tati &#8211; A Luta pela Liberdade</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 21:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Brasil de Cris e Tati &#8211; A Luta pela Liberdade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://www.youtube.com/watch?v=DTGaLlPGmrk' >No Brasil de Cris e Tati &#8211; A Luta pela Liberdade</a></p>
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		<title>CALENDÁRIO DA SEMANA NACIONAL DE COMBATE A HOMOFOBIA.</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 17:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Preparem-se porque vai ser uma semana intensa!!!!!!!! Segunda-feira -13/05 14h &#8211; Lançamento do Movimento Estratégico pelo Estado Laico &#8211; Conselho Federal de Psicologia &#8211; SAF Sul Qd2 Bl B Edifício Via Office, Térreo, Sala 104. Terça-feira &#8211; 14/05 9h &#8211; &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=405">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preparem-se porque vai ser uma semana intensa!!!!!!!!</p>
<p><span style="color: #ff00ff;"><strong>Segunda-feira -13/05</strong></span></p>
<p>14h &#8211; Lançamento do Movimento Estratégico pelo Estado Laico &#8211; Conselho Federal de Psicologia &#8211; SAF Sul Qd2 Bl B Edifício Via Office, Térreo, Sala 104.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">Terça-feira &#8211; 14/05</span></strong></p>
<p>9h &#8211; X Seminário LGBT no Auditório Nereu Ramos</p>
<p>11:30 h – UNB Fora do Armario &#8211; Análise de Conjuntura Prof. Ivanette Boschetti e Luth Laporta</p>
<p>19h &#8211; Lançamento do Video &#8220;No País de Cris e Tati&#8221; &#8211; Balaio Café<br />
20h &#8211; Vigília d@s indignad@s &#8211; Em frente ao Palácio do Buriti.<br />
22h &#8211; Reunião e confraternização no Acampamento d@s participantes da IV Marcha Nacional contra a Homofobia &#8211; na ARUC.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Quarta-feira &#8211; 15/05 -</strong></span></p>
<p>IV Marcha Nacional contra a Homofobia<br />
Concentração: 10h em frente a Catedral.<br />
Reunião da CDHM &#8211; 14h na Câmara Federal.</p>
<p>9h II Semana de Diversidade Sexual e Direito</p>
<p>I Painel: Fundamentalismo, laicidade e o direito de amar. Convidadas/os: Roger Raupp Rios; Tatiana Lionço; José Bittencourt Filho</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>Quinta-feira &#8211; 16/05 -</strong></span> 9h &#8211; Oficina da Cia. na II Semana de Diversidade Sexual do C.A. de Direito da UNB &#8211; Auditório Joaquim Nabuco.</p>
<p>Sexta-feira &#8211; 17/05 -</p>
<p>12h &#8211; ato no Ceubinho &#8211; &#8220;Contra a Transfobia, a luta é todo dia!&#8221;</p>
<p>15h &#8211; Audiência Pública em razão do dia 17 de Maio (Dia Distrital de Luta contra a Homofobia) no Plenário da Câmara Legislativa do DF</p>
<p>19 horas: III Painel Semana Diversidade Direito UNB: Sexualidade, Educação e Infância: Convidadas/os:Renato Roseno; Felipe Areda; Érika Kokai<br />
23:00: Festa de encerramento da Semana de Diversidade Direito UNB: Espaço Galeria.</p>
<p><span style="color: #993366;"><strong>Domingo – 19/05</strong></span></p>
<p>10h – Triângulo rosa convida: piqueninque da diversidade</p>
<p>gramado da 111 norte, Exu residencial, Plano Piloto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/05/semana-contra-homofobia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-406" title="semana contra homofobia" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/05/semana-contra-homofobia-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a></p>
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		<title>No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 16:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Documentário conta a história das perseguições sofridas por dois professores do Distrito Federal por parte de deputados fundamentalistas.   Na próxima terça-feira (14) Brasília vai receber o lançamento do documentário No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade. O &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=397">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div dir="ltr">
<div>
<div dir="ltr">
<p><a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/05/No-Brasil-de-Cris-e-Tati1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-401" title="No Brasil de Cris e Tati" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/05/No-Brasil-de-Cris-e-Tati1.jpg" alt="" width="960" height="535" /></a></p>
<p>Documentário conta a história das perseguições sofridas por dois professores do Distrito Federal por parte de deputados fundamentalistas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Na próxima terça-feira (14) Brasília vai receber o lançamento do documentário<strong> </strong><em>No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade. </em>O filme conta a história de Cristiano Lucas e Tatiana Lionço, professores que, têm sido sistematicamente perseguidos por deputados federais como Jair Bolsonaro e Marco Feliciano devido à sua militância em prol dos Direitos Humanos. Após serem alvos de uma campanha difamatória na internet, comandada pelos deputados, eles vivem em risco diante das ameaças de grupos de extrema direita, neonazistas e fundamentalistas religiosos.</p>
<p>Assista o trailer do filme: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QB9UNNY6uJ8">watch?v=QB9UNNY6uJ8</a></p>
<p>Tatiana e Cristiano irão participar do lançamento do filme e vão compartilhar e aprofundar as discussões sobre “Comunicação e discurso para uma nova cultura: a luta pelo Estado laico”. O vereador Henrique Vieira (PSOL, Niterói), pastor evangélico, socialista e militante pelos Direitos Humanos,  participará do debate.</p>
<p>Também na noite desta terça será lançada a Ocup – Organização de Comunicação Universitária Popular. A Ocup é uma agência de comunicação que atende movimentos sociais organizados do DF, visando a promover uma comunicação mais autônoma, democrática e plural a respeito das causas levantadas por esses grupos.</p>
<p><strong>O quê?</strong> – Lançamento do documentário ‘No Brasil de Cris e Tati – a luta pela liberdade’</p>
<p><strong>Quando?</strong> – Terça-feira, 14 de maio de 2013 às 19h</p>
<p><strong>Onde? </strong> Balaio Café, 201 norte</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mais informações:</strong></p>
<p>Jady Caffaro – 7812-6166</p>
</div>
</div>
</div>
</blockquote>
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		<title>Evangélicos em Defesa dos Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 23:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Declaração iluminada de entidades evangélicas sobre a pauta dos Direitos Humanos na Câmara dos Deputados:  Publicado em www.epj.org.br “Vivemos um clima de acirramento dos ânimos na Câmara dos Deputados. De um lado, estão os movimentos sociais, que tinham na Comissão de Direitos Humanos &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=391">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_392" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/Evangelicos-Câmara1.jpg"><img class="size-medium wp-image-392" title="" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/Evangelicos-Câmara1-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Organizações cristãs evangélicas e ecumênicas se reúnem com a Frente de Direitos Humanos da Câmara os Deputados.</p></div>
<p>Declaração iluminada de entidades evangélicas sobre a pauta dos Direitos Humanos na Câmara dos Deputados:<strong> </strong></p>
<p>Publicado em www.epj.org.br</p>
<p>“Vivemos um clima de acirramento dos ânimos na Câmara dos Deputados. De um lado, estão os movimentos sociais, que tinham na Comissão de Direitos Humanos o espaço institucional adequado para efetivar suas lutas. De outro, deputados evangélicos que formam a maioria na composição da Comissão, inclusive sua presidência. Vários deputados evangélicos têm assumido presidência de colegiados e poderiam ocupar o cargo na Comissão de Direitos Humanos sem grandes polêmicas. Contudo, declarações que apresentaram uma postura política adversa aos direitos humanos geraram tal acirramento.</p>
<p><span id="more-391"></span></p>
<p>Os principais pontos conflitantes giram em torno de direitos civis de homossexuais, racismo e liberdade religiosa. Muitos deputados evangélicos são acusados de homofóbicos, por assumirem postura contrária a todos e quaisquer direitos civis dos homossexuais. Também são considerados racistas, em função de declarações ligadas a negros e de conflitos com religiões de matrizes africanas. Há também a preocupação de que parlamentares evangélicos violem a laicidade do Estado, ao incluir na legislação princípios exclusivos de suas religiões, com o objetivo de impô-los a toda a população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São mais de 60 deputados evangélicos na Câmara dos Deputados, o que é um número significativo no total de 513. Quase todos foram eleitos como candidatos oficiais de alguma denominação evangélica, demonstrando o forte vínculo partidário de tais denominações. Elas exercem ou podem exercer influência direta sobre as posições dos parlamentares evangélicos. Nem sempre os eleitores têm os meios adequados de avaliar e acompanhar a atuação política dos deputados que elegem, o que contribui para o descolamento do legislativo em relação à sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De forma geral, grande importância é conferida às questões econômicas em disputas no Congresso Nacional. Vivemos situações adversas para o povo nos anos 90, com uma mudança de rumo na primeira década desse século, chegando a relativos avanços em políticas sociais que levaram à redução das desigualdades. Entretanto, apesar de termos nos livrado do FMI e reduzido significativamente a taxa de juros, a opressão do poder econômico ainda é muito grande. O Estado brasileiro cobra mais impostos dos pobres em função do sistema tributário que temos e quase a metade do orçamento executado pela União vai para o bolso dos ricos através do pagamento do serviço da dívida<a href="http://br-mg6.mail.yahoo.com/neo/#sdfootnote1sym" target="_blank"><sup>1</sup></a>. Há ainda, por exemplo, questões fundamentais relativas ao tema do meio ambiente no contexto das prioridades produtivas assumidas pelo Brasil, com forte peso do agronegócio, além das mudanças climáticas globais, que criam há anos sérios desafios a uma política ambiental consistente e justa. Infelizmente, não vemos como pauta do conjunto de deputados evangélicos esses e outros temas de grande relevância para vida do povo brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por outro lado, além de grande preocupação em relação a questões ligadas à sexualidade, observamos também a defesa de interesses dos mais favorecidos. Como exemplo, podemos citar uma parceria entre o lobby da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e parlamentares católicos e evangélicos, que impediu a aprovação de projeto que criaria a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF), recurso que seria destinado exclusivamente para a saúde<a href="http://br-mg6.mail.yahoo.com/neo/#sdfootnote2sym" target="_blank"><sup>2</sup></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No plano dos Direitos Humanos, destacamos alguns pontos conflitantes que necessitam de amplo debate na perspectiva dos princípios cristãos:</p>
<ul>
<li>Sobre Direitos Civis de Homossexuais – Temos observado uma postura dos deputados evangélicos contrária à defesa de direitos civis de homossexuais, transmitindo uma imagem de que os evangélicos odeiam os homossexuais, apesar de repetidas declarações de que os amam e de que não são homofóbicos<a href="http://br-mg6.mail.yahoo.com/neo/#sdfootnote3sym" target="_blank"><sup>3</sup></a>. Lembremos de que, mesmo entre grupos evangélicos, as interpretações bíblico-teológicas sobre homossexualidade são muito variadas. Além disso, numa sociedade pluralista como a nossa, devemos partir do pressuposto de que Direitos Humanos são princípios fundamentais e inerentes à pessoa, independentemente de orientação sexual e gênero.</li>
<li>Sobre Racismo e Liberdade Religiosa – Afirmações de deputados evangélicos com citações bíblicas a respeito da questão racial tornam necessário um aprofundamento desse debate e abrem o precedente de que tais citações sejam objeto de crítica e interpretações diversas no debate público. No passado, evangélicos escravagistas se colocavam contra a libertação dos negros e defendiam suas ideias com argumentos bíblicos. Nem por isso a compreensão dessa interpretação se manteve como a única leitura aceitável. Já não era mesmo naquela época. Somando-se a isso, observa-se um significativo número de conflitos relacionados à intolerância de evangélicos frente às religiões de matrizes africanas, com lamentáveis confusões entre divergências doutrinárias e rituais, e agressividade e desrespeito para com pessoas dessas religiões.</li>
</ul>
<p>Tais pontos são bastante polêmicos para as igrejas evangélicas, mas estão em pauta na Câmara dos Deputados, especialmente na Comissão de Direitos Humanos. Todas as diferentes vozes que os representam precisam ser não somente ouvidas, mas ter a oportunidade de serem representadas no conteúdo das mudanças legislativas ou das políticas de Estado implementadas nessa área, que devem ser monitoradas e fiscalizadas pelo Congresso. Parlamentares evangélicos, assim como de qualquer outra religião, devem lembrar que a liberdade religiosa assegura que regras ou costumes de uma determinada religião não podem ser impostos a qualquer pessoa. Muito menos podem tais regras ou costumes serem codificados em lei. Antes, os parlamentares são chamados a fazer bom uso de princípios que venham de suas religiões para o bem geral da sociedade. Devem lembrar também que sua autoridade emana do povo. Assim, não são chamados para defender os interesses da religião A ou B, mas sim os interesses gerais da sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O lamentável histórico de corrupção na atuação de um grande número de deputados evangélicos; o distanciamento da defesa de direitos humanos; o estranhamento social face à forma de arrecadação financeira de muitas igrejas evangélicas<a href="http://br-mg6.mail.yahoo.com/neo/#sdfootnote4sym" target="_blank"><sup>4</sup></a>, que se dá majoritariamente como uma espécie de “venda de milagres”, especialmente junto às camadas mais pobres da população; a posição contrária aos direitos civis dos homossexuais, expressões de racismo e intolerância religiosa; são os elementos principais na formação da imagem pública do grupo denominado “evangélicos” na Câmara dos Deputados. Infelizmente, muito distante do que aprendemos com o exemplo de Cristo. Uma imagem que precisa ser urgentemente desfeita, tanto em face da integridade de muitos parlamentares eleitos ao longo das últimas décadas, quanto em vista do futuro de uma representação evangélica na vida política nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Naturalmente sabemos que o perfil dos deputados que são eleitos é construído na sociedade. O crescimento de certo perfil de igrejas evangélicas, especialmente nas periferias dos grandes centros urbanos, fornece a base social que sustenta mais significativamente os deputados evangélicos no parlamento. A defesa dos princípios cristãos relacionados aos direitos humanos depende do fortalecimento da democracia, especialmente em tais periferias. Acreditamos que a construção de novas formas de organização democrática nas periferias seja o maior desafio para os grupos religiosos e seculares que trabalham pelo enfrentamento do sofrimento humano e da injustiça social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Comissão de Direitos Humanos é composta por 18 deputados. Com a eleição do presidente e a maioria de membros formada por deputados evangélicos, haverá um óbvio predomínio da posição desses parlamentares nas deliberações a serem tomadas durante o ano de 2013. Essa conjuntura gerou um sentimento de frustração entre os movimentos que historicamente lutam por direitos humanos. Muitas das organizações que integram esses movimentos estão ligadas a diferentes tradições religiosas. Outras são seculares, mas contam com expressivo contingente de ativistas e apoiadores de várias religiões. Seria uma leviandade ignorar esse fato. O Brasil é muito mais complexo do que a identidade evangélica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como se trata de deputados evangélicos, os grupos cristãos que trabalham na defesa de direitos humanos têm uma responsabilidade especial no monitoramento da atuação da comissão durante o ano de 2013. A gravação das reuniões no site da Câmara facilita a participação. Uma ampla articulação na defesa dos direitos humanos é um dos grandes desafios que deve assumir prioridade em função de tal conjuntura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Felizes os que têm fome e sede de justiça!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço</strong></p>
<p><strong>CLAI – Conselho Latino Americano de Igrejas</strong></p>
<p><strong>EPJ – Evangélicos Pela Justiça</strong></p>
<p><strong>KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço</strong></p>
<p><strong>Metodista Confessante</strong></p>
<p><strong>Rede Fale</strong></p>
<p><strong>Tearfund </strong></p>
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		<title>NOTA DE APOIO AOS ATIVISTAS TATIANA LIONÇO E CRISTIANO LUCAS</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 20:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os militantes pela diversidade Tatiana Lionço e Cristiano Lucas foram – e seguem sendo – vítimas de uma campanha caluniosa de difamação por parte do Deputado Federal Jair Bolsonaro. O deputado publicou no Youtube, na semana dos dias 8 a &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=377">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os militantes pela diversidade Tatiana Lionço e Cristiano Lucas foram – e seguem sendo – vítimas de uma campanha caluniosa de difamação por parte do Deputado Federal Jair Bolsonaro.</p>
<p>O deputado publicou no Youtube, na semana dos dias 8 a 12 de abril, um vídeo<br />
difamatório contra o professor Cristiano Lucas, militante pelo respeito à diversidade sexual no Distrito Federal. No vídeo, publicado pelo citado Deputado, as palavras de Cristiano são manipuladas, as legendas retratam frases que não foram ditas e o pior, a edição do vídeo junta frases para criar um sentido absolutamente diferente do conteúdo<a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/homenagem-21.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-378" title="homenagem 2" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/homenagem-21-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a> expressado por ele, sugerindo que ele seria pedófilo. Trata-se de uma edição absolutamente desonesta, caluniosa e oportunista por parte do Deputado.<span id="more-377"></span></p>
<p>Não é a primeira vez que o mesmo Deputado expõe, humilha e calunia publicamente um ativista da Diversidade. Em 2012, ele publicou um vídeo – também editado de forma mentirosa e distorcida – atacando Tatiana Lionço, professora universitária e também militante da Cia Revolucionária Triangulo Rosa, e diversos outros militantes, insinuando, entre outras coisas, que se tratavam de apoiadores da pedofilia.</p>
<p>Com tudo isso, o Deputado busca minar a luta pela diversidade, associar medievalmente a orientação homoafetiva à pedofilia e, principalmente, intimidar e difamar os lutadores e lutadoras que buscam uma sociedade mais justa e respeitosa para todas e todos.</p>
<p>Com esses vídeos, o deputado desmoraliza publicamente ativistas (sem qualquer possibilidade de resposta) e desencadeia uma campanha de ódio que se reproduz em sites e blogs. Colocando, inclusive, a vida destes militantes em risco.</p>
<p>Neste contexto, é preocupante que iniciativas como a do Deputado sejam consideradas “naturais”. Representam um ataque à democracia! Desta forma as Entidades, parlamentares e ativistas sociais abaixo subscrevem essa nota de apoio aos ativistas Tatiana Lionço, Cristiano Lucas ferreira e todo(a)s o(a)s ativistas atacado(a)s pelos vídeos do Deputado Jair Bolsonaro.</p>
<p>Para inserir sua assinatura, enviar mensagem para contatos@ciatriangulorosa.info</p>
<p>Assinam:</p>
<p>Laerte Coutinho – quadrinista</p>
<p>Panteras Rosa de Lisboa – Portugal</p>
<p>Cia Revolucionária Triângulo Rosa</p>
<p>Chico Alencar – Deputado Federal PSOL-RJ</p>
<p>Erika Kokay – Deputada Federal PT- DF</p>
<p>Jean Wyllys – Deputado Federal PSOL – RJ</p>
<p>Coletivo da Marcha das Vadias – DF</p>
<p>Coletivo Brasil &amp; Desenvolvimento</p>
<p style="color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px;">Evaldo Amorim – Coordenador Centro-Oeste da ABGLT</p>
<p style="color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px;">Assessoria Jurídica dos Movimentos Populares – AJUP Roberto Lyra Filho – UnB</p>
<p>PSOL-DF</p>
<p style="color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px;">JSB – Juventude do Partido Socialista Brasileiro</p>
<p>Movimento Honestinas – Universidade de Brasília</p>
<p>Centro Acadêmico de Direito da UnB – Gestao Maracatu Atômico</p>
<div dir="ltr">Centro Acadêmico de Ciência Política da UnB &#8211; Gestão Cordel de Mangaio</div>
<div dir="ltr">
<p>Gestão Construindo Um Novo CASESO – CASESO UnB</p>
</div>
<p>PSTU-DF</p>
<p>ANEL</p>
<p>Luiz Mott – professor da Universdiade Federal da Bahia e militante do GGB</p>
<p>Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF (CEDECA/DF)</p>
<p>Tárzia Medeiros –  Marcha Mundial das Mulheres, dirigente nacional do PSOL (RN)</p>
<p>André Lima Sousa – Economista e Professor (CE)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Feliciano ou os &#8220;mensaleiros&#8221;: quem você escolhe?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 18:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 09 de abril, ao sair da reunião com os líderes partidários que cobravam sua saída da presidência da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano declarou à imprensa que renunciaria se Genoíno e João Paulo Cunha, condenados no julgamento do mensalão, deixassem a Comissão de &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=345">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No último dia 09 de abril, ao sair da reunião com os líderes partidários que cobravam sua saída da presidência da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano declarou à imprensa que renunciaria se Genoíno e João Paulo Cunha, condenados no julgamento do mensalão, deixassem a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.</p>
<p>Vindo de alguém acostumado a ter um discurso para cada público, não é fácil saber se a proposta era para valer. Ainda assim muita gente levou a sério.<span id="more-345"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Essa tática, de tentar desviar a atenção da escandalosa presença de um fundamentalista religioso à frente da Comissão Direitos Humanos, não é nova.</p>
<p style="text-align: justify;">Os defensores de Feliciano sabem que não é fácil encontrar argumentos para defender um deputado pastor acusado de estelionato, discurso de ódio e uso privado de mandato público e que a cada semana tem revelado um discurso seu de fanatismo que demonstra que ele não tem qualquer equilíbrio para exercer um cargo de liderança no Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que Malafaia, a Revista Veja, Marisa Lobo e diversas outras lideranças fundamentalistas têm insistido na tese de que a luta contra a corrupção é mais importante do que derrubar Marco Feliciano (ou seja, provocar uma derrota brutal no fundamentalismo religioso).</p>
<p style="text-align: justify;">Para começar, é importante lembrar que também pesam contra o deputado<a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1256618-deputados-pedem-que-camara-investigue-feliciano-por-quebra-de-decoro.shtml"> acusações de corrupção</a>, como a contratação de pastores de suas igrejas com verbas públicas, assim como empregados de sua produtora de vídeo e advogado que não dá expediente no mandato.<a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/feliciano-e-fantasmas.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-347" title="feliciano e fantasmas" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/feliciano-e-fantasmas-300x139.jpg" alt="" width="300" height="139" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E lembrar que o combate ao fundamentalismo religioso não é uma luta deslocada do combate à corrupção: no caso do mensalão, entre os condenados, estava um dos deputados fundamentalistas no Congresso Nacional, Pastor Bispo Rodrigues; que não há hoje qualquer controle sobre os milhões de Reais &#8211; dinheiro público &#8211; transferidos para as comunidades terapêuticas ligadas a deputados pastores; e todos os episódios <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=159">nebulosos</a> envolvendo a trajetória política do Senador Magno Malta.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, não é possível subestimar a <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=329">importância </a>de se defender o Estado Laico.</p>
<p style="text-align: justify;">Há quem diga que as mobilizações contra Feliciano são uma tática do PT para tirar a atenção da presença de João Paulo Cunha e Genoíno na Comissão de Constituição e Justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, qualquer pessoa que entenda minimamente o PT e seus interesses políticos &#8211; cada vez mais atrelados à manutenção do cargo presidencial &#8211; saberá que a coisa que o PT menos desejava nesse momento é o conflito em torno da presidência da Comissão dos Direitos Humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O episódio Feliciano é uma pedra no sapato do PT que eles não sabem como administrar. Porque <span style="color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px;">expõe o que é a base governista no Congresso: um ajuntamento de interesses fisiológicos, em que cabem até &#8220;felicianos&#8221;.</span></p>
<div>Os deputados condenados pelo &#8220;mensalão&#8221; JÁ estavam na CCJ sem qualquer grande mobilização na sociedade. Como também não há alarde com o Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente &#8211; essa sim merecia uma mobilização das grandes!! Mas os aliados de Feliciano também defendem que um dos maiores <a href="http://vista-se.com.br/redesocial/blairo-maggi-ganhador-do-premio-motoserra-de-ouro/">devastadores </a>das florestas brasileiras permaneça na presidência da Comissão. <br id=".reactRoot[65].[1][3][1]{comment122814827914120_48383}.0.[1].0.[1].0.[0].[0][2].0.[3].0.[1]" /><br id=".reactRoot[65].[1][3][1]{comment122814827914120_48383}.0.[1].0.[1].0.[0].[0][2].0.[3].0.[2]" />A cúpula do PT sequer foi pro enfrentamento aberto a Feliciano e está louca para que essa &#8220;batata quente&#8221; esfrie logo. Quem enfrenta Feliciano são alguns parlamentares que têm uma história de compromisso com os Direitos Humanos.<br />
<br id=".reactRoot[65].[1][3][1]{comment122814827914120_48383}.0.[1].0.[1].0.[0].[0][2].0.[3].0.[11]" />É verdade que foi a omissão do PT (e do PC do B e PSB) que possibilitou isso &#8211; já que o partido não tem mais como prioridade a pauta dos Direitos Humanos. Mas o que o Governo mais queria era uma saída negociada para esse embrolho. O problema é que o PSC cobrou um preço alto demais:  uma comissão onde é possível fazer a &#8220;Grande&#8221; política: a Comissão de Finanças e Tributação.<br />
<br id=".reactRoot[65].[1][3][1]{comment122814827914120_48383}.0.[1].0.[1].0.[0].[0][2].0.[3].0.[20]" />Sem negociação, e com a insistência de Feliciano em ficar no cargo, o PT se enfraquece em dois campos: entre os ativistas sociais, que conseguem perceber as consequências perversas da Governabilidade Conservadora dos governos Lula e Dilma, e sofre ataques da direita conservadora, que procura uma &#8220;cortina de fumaça&#8221; que encubra Feliciano: reaquecer o debate do mensalão.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha entre a defesa do Estado Laico ou o combate à corrupção é cretina! Quem quiser se mobilizar contra a presença de Genoíno e João Paulo Cunha na CCJ que vá para as ruas! O que não vale é, do conforto do sofá, afirmar que o movimento contra Feliciano e em defesa do Estado Laico pare de atuar por ser &#8220;menos importante&#8221;.Por que a cada dia que passa, mais e mais pessoas tomam consciência do risco que<a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/ProtestoxMarcoFeliciano-size-598.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-355" title="ProtestoxMarcoFeliciano-size-598" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/ProtestoxMarcoFeliciano-size-598-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a> representa o fundamentalismo religioso e se engajam na luta pelo Estado Laico!</p>
<p>Eduardo d´Albergaria &#8211; é Cientista Social, Especialista em Políticas Públicas (MPOG) e militante da Cia Revolucionária Triângulo Rosa.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bolsonaro, o deputado obcecado em cu</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 17:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bolsonaro representa o político pornográfico: não se envergonha de utilizar palavras de baixo calão, de se apresentar como o macho violento dos piores filmes que celebram o estupro ou o rebaixamento de mulheres. Se comporta como aqueles atores de filmes &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=349">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Bolsonaro representa o político pornográfico: não se envergonha de utilizar palavras de baixo calão, de se apresentar como o macho violento dos piores filmes que celebram o estupro ou o rebaixamento de mulheres. Se comporta como aqueles atores de filmes pornôs eslavos ultra-violentos e lascivos: um predador contra quem será por ele “comido”. Bolsonaro é como aqueles homens hiper-masculinizados de filmes sado-maso gays, excitados por autoritarismo. O deputado acha que bota o pau pra fora e bate na mesa, acha que demonstra uma masculinidade impoluta e impenetrável: dá para ver que quase ejacula ao exibir sua valentia na frente de outros homens, especialmente homossexuais.</p>
<p style="text-align: justify;">E eis que Bolsonaro investe contra todos os militantes que cruzam o seu caminho, seguindo as táticas da porno-política: vídeos amadores toscos com temática sexual e sensacionalismo. E ainda com incitação ao ódio e ao medo. A tática de Bolsonaro é a seguinte: usando de sua influência no Congresso, consegue vídeos com imagens de seus opositores (deve pagar alguém com verba pública para cometer suas torpezas). Edita as falas e as coloca fora de contexto. Entra com alguma chamada “impactante” contra seus opositores, e os acusa de serem pedófilos. Aí coloca o vídeo tosco em seu canal no Youtube e faz dele um viral replicado nos mais obtusos sites e perfis de fundamentalistas e homofóbicos pelas redes sociais, sempre seguidos de comentários violentamente obscenos de seus apoiadores. O deputado não tem medo de mentir, de abusar da injúria, da difamação e de atentar contra a vida de quem considera “imoral”. Porém sua coragem se reveste de covardia por garantir-se na imunidade parlamentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Bolsonaro tem obsessão por cu. Adora mandar seus oponentes darem o cu. Deve ter sido o deputado que mais se relatou a sexo anal em toda a história da República Brasileira. Deve ter sido o mais destemperado e xingador. Sua suposta heterossexualidade (uma melancólica heterossexualidade) tem no ato de dar o cu sua ancoragem, seu medo, sua aversão. Em sua defesa da heterossexualidade e de uma suposta moralidade da família brasileira, torna-se mentiroso e imoral. De paladino de bons costumes, torna-se o maior representante da política pornográfica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Os norte-americanos tem uma expressão curiosa para quando a política se preocupa mais com atos sexuais consentidos entre adultos dotados em pleno gozo de suas faculdades mentais e pagadores de impostos: “porno-politics”. O caso Clinton-Lewinski teria inaugurado a porno-política, quando até detalhes dos atos sexuais mais peculiares (alguém se lembra do detalhe do charuto?) eram alardeados para desacreditar o então presidente norte-americano. E quem teria iniciado a pornografização da política? No caso dos EUA, a Direita religiosa (já experiente na macdonaldização da fé e em tornar Jesus mais um produto no mercado de bens espirituais) foi quem teria inaugurado o uso de atos sexuais como forma de política e ataques aos seus opositores. Estamos falando de uma pornográfica e escatológica prática de denegrir, mentir, utilizar-se de má-fé e desonestidade intelectual contra quem se posiciona contra uma suposta superioridade da moralidade cristã vendida e lucrativa para essa Direita “religiosa”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os políticos evangélicos teriam sido pioneiros da comercialização da moralidade, na transformação da fé em produto e de Jesus em símbolo de propriedade material, reduzindo a experiência religiosa a uma mera barganha comercial com Deus. A pornografia faz de todo e qualquer ato sexual humano (e às vezes inter-espécies) um produto a ser comercializado, reduzindo toda a grande experiência sexual humana a commodities. Quando essa união de reducionismos converge para objetivos políticos, tem-se a pornô-política. Os porno-políticos pseudo religiosos, em nome de supostamente adorar a Jesus, elaboraram um projeto de poder a partir de uma moralidade de memória seletiva e que precisaria de inimigos externos estigmatizados como imorais para demonizá-los e manter o controle sobre seus currais eleitorais pelo medo e pelo ódio ao que o ser humano tem de mais sagrado: seu próprio corpo. Acusam seus inimigos de querer privilégios, de querer implantar ditaduras imaginárias, de querer destruir a família e de calar quem se opõe ao seu estilo de vida. Com sua demonização, conseguem votos, concessões de rádios e tevês, leis benéficas para suas igrejas, isenções fiscais e lucros inimagináveis para o cidadão comum. Tornam-se sepulcros caiados de branco.</p>
<p>Como diz o velho ditado popular: “isso é falta de meia hora de cu bem dado&#8221;</p>
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		<title>É por isso que não podemos parar</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 15:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Cristiano Lucas Foram inúmeras as vezes que eu tinha que dar voltas enormes para não passar pelos grupos de meninos que moravam perto de minha casa. Sabia que se passasse por eles, algo de ruim aconteceria comigo. Seria xingado, &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=341">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/01/cris1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-286" title="cris" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/01/cris1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Por Cristiano Lucas</p>
<p style="text-align: justify;">Foram inúmeras as vezes que eu tinha que dar voltas enormes para não passar pelos grupos de meninos que moravam perto de minha casa. Sabia que se passasse por eles, algo de ruim aconteceria comigo. Seria xingado, pedras voariam, dedos seriam apontados, risadinhas e piadinhas.<br />
Não tinha pra onde ir ou me esconder. Inevitavelmente dava de cara o tempo todo com aquilo que hoje chamamos de homofobia, mas eu chamada de dor. E era uma dor solitária, porque não tinha com quem compartilhar. Com quem conversaria? Com os colegas da escola? Não os tinha! Com minha família? E a coragem? Pra Deus? E o medo?<br />
Refugiava-me nos livros, nos estudos e nas minhas viagens de criança. Não imaginava que existiriam pessoas como eu. Sequer cogitava que existiria a possibilidade de um dia, eu ter forças suficientes para enfrentar tudo aquilo.<br />
Como estava errado.<br />
Pela primeira vez, o movimento de gays, lésbicas e transgêneros tornou-se protagonista de uma intensa mobilização nacional. Há um mês, desde a eleição do Feliciano para a CDHM, são realizadas manifestações em várias cidades no Brasil e no mundo, quase que diariamente. Um fato histórico e relevante, ainda mais num país marcado pelo machismo e pela homofobia que destinou a nós, um status de inferioridade, de incompletude, algo a consertar ou a esconder.<br />
Por muito tempo, os lugares destinados a nós eram o armário, a piada, a delegacia. Conquistamos, enfim, as ruas. Mais do que exigir nossos direitos (o que é justo) outras questões para nós, são importantes.<br />
Há tempos já denunciávamos os ataques à laicidade do Estado por parte da Bancada Evangélica. A partir de leituras fundamentalistas da Bíblia, inúmeros argumentos foram (e ainda são) construídos para justificar que nós, viados, sapas e travas, não podemos ter os mesmos direitos que as pessoas “normais” já que nossas demandas são uma afronta à família, à reprodução da espécie à natureza e a deus.<br />
E é impressionante como esses argumentos são (re)produzidos pelas famílias, pela escola, no Congresso, nas igrejas, nos partidos políticos, por uma certa cantora paraense e claro, até por nós mesmos.<br />
Apesar de nossa articulação, pouquíssimas foram as vitórias que conquistamos nos últimos anos. Mesmo lotando as Paradas por todo o país, essa visibilidade não foi o suficiente para que o Congresso nos ouvisse. Além disso, poucos/as de nós estavam dispostos/as a lutar, a ir às ruas, a fazer pressão política.<br />
Por isso, é relevante e histórico esse momento. De poucos/as nos transformamos em muitos/as. E a beleza da coisa é saber que não estamos sozinhos/as. A cada dia mais e mais pessoas vão se juntando para fazer frente a essa onda conservadora.<br />
Evidentemente que estamos apenas no início de nossa movimentação. Há muito a ser feito para que possamos garantir a laicidade do Estado. Sabemos que o Estado Laico, por si mesmo, não é prerrogativa para que os direitos humanos sejam respeitados. Mas sem ele, isso é impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que não podemos parar. Chegou, enfim, a nossa vez</p>
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		<title>OBRIGADO, FELICIANO!</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 04:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redator</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ciatriangulorosa.info/?p=329</guid>
		<description><![CDATA[Há pelo menos 3 décadas, o fundamentalismo religioso vem ganhando espaço no Brasil de forma intensa e silenciosa. Conquistando lugares no parlamento, em cargos executivos, canais de televisão, os fundamentalistas transformaram suas empresas em verdadeiros impérios. Atuam, sobretudo, nas periferias &#8230; <a href="http://ciatriangulorosa.info/?p=329">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Há pelo menos 3 décadas, o fundamentalismo religioso vem ganhando espaço no Brasil de forma intensa e silenciosa. Conquistando lugares no parlamento, em cargos executivos, canais de televisão, os fundamentalistas transformaram suas empresas em verdadeiros <a href="http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/01/forbes-lista-pastores-milionarios-no-brasil.html">impérios</a>.<span id="more-329"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atuam, sobretudo, nas periferias urbanas, praticamente abandonadas pela Igreja Católica, que até então promovia, nestas áreas, a Teologia da Libertação – isolada e perseguida pela Cúria Romana, que discordava de sua “opção pelos pobres” e pelo seu engajamento nas lutas por direitos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os fundamentalistas encontraram terreno fértil para sua pregação: legiões de “sobrantes”, acossados pelo desemprego, pela invisibilidade, pelo terror da violência urbana e policial, ávidos por discursos messiânicos e salvacionistas. No meio da barbárie  e na ausência de projetos coletivos, só mesmo a fé se mostra como caminho de saída do desespero.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Durante a ascensão do fundamentalismo religioso, uma marca sempre esteve presente nos discursos e pregações: a escolha de um inimigo a ser combatido. A velha estratégia de se criar um inimigo fora do grupo, para dar sentido a sua própria existência: uma “batalha espiritual” que divide o mundo entre o bem e o mal.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As primeiras vítimas dos discursos de ódio do fundamentalismo religioso foram as religiões de matriz africana, depreciadas como “rituais macabros”, “manifestações demoníacas”. O(A)s seguidore(a)s do Candomblé e da Umbanda não contaram com a solidariedade da sociedade brasileira. Sozinho(a)s tiveram poucas condições para resistir ao verdadeiro linchamento público a que foram submetido(a)s. Desorganizad@s politicamente, minoritári@s na sociedade e subalternizad@s por um preconceito que, de tão avassalador , sequer se reconhece sua existência: o racismo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Essa fragilidade das religiões afro tem origem histórica.  Vítimas de uma abolição tutelada, os praticantes do candomblé e da umbanda tiveram, durante muito tempo, sua religiosidade considerada crime e só conseguiam manter abertos seus terreiros caso se  submetessem à proteção de um coronel que trocasse liberdade religiosa por votos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosamente, os mesmos fundamentalistas que os atacavam (e atacam) incorporam rituais em suas liturgias nos mesmos padrões das religiões de matriz africana. O que levou Vagner Gonçalves da Silva, professor de antropologia da USP, a afirmar: ”Combatem-se essas religiões [afro] para monopolizar seus principais bens no mercado religioso, as mediações mágicas e a experiência do transe religioso, transformando-os em valor interno do sistema neopentecostal.”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nos últimos anos, os fundamentalistas religiosos resolveram intensificar sua campanha contra outro “inimigo” : os sexodivers@s &#8211; <em>gays</em>, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e todas as pessoas que vivem relações não procriativas (assim, também são rechaçados, em menor intensidade, os heterossexuais que realizam sexo anal e, em alguns casos, até o oral).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Utilizando-se de uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FZNOBaxNl3Q">leitura bíblica datada</a>, os fundamentalistas controem um moralismo seletivo – não incorporam todas as proibições bíblicas: como, por exemplo, a de cortar o cabelo e a de comer frutos do mar &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não à toa, os fundamentalistas escolheram este momento para intensificar seus ataques à comunidade sexodiversa: a <a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5872:submanchete260511&amp;catid=25:politica&amp;Itemid=47">governabilidade conservadora</a> dos governos Lula/Dilma – que unificou, na mesma base de apoio, parlamentares “progressistas” e parlamentares fundamentalistas – fez com que muitos dos tradicionais aliados da diversidade sexual – parlamentares do PT, PC do B, PSB – se omitissem na disputa contra o fundamentalismo religioso, agora seu aliado na sustentação de governo. Resultado: deputados-pastores transformaram o plenário do Congresso e programas de TV em púlpitos de sua pregação de ódio e encontraram abandonado o cenário de disputa de valores. Some-se a isso que a resistência não tem vindo de fora do parlamento: o movimento LGBT hegemônico é hoje composto por ONGs que se encontram totalmente tragadas pela dependência ao Estado e reféns do Governismo. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Enquanto isso, a comunidade sexodiversa está totalmente domesticada pelo mercado Pink. A maior vitória do neoliberalismo sobre a comunidade sexodiversa foi consolidar a ideia de que “chique é consumir”, que se engajar numa causa social e refletir sobre o mundo são coisas “cafonas”. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na esteira do medo e da culpa, os fundamentalistas tentam abrir um novo e lucrativo mercado: o da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/52682-a-cura-gay.shtml">cura pela &#8220;Psicologia Cristã&#8221;</a>. Como as normas do Conselho Nacional de Psicologia não reconhecem esta &#8220;reorientação de desejo&#8221;, os fundamentalistas tentam agora, por meio de sua bancada no Congresso Nacional, fazer uma intervenção no Conselho de Psicologia para mudar as normas da profissão.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nessa sucessão de “batalhas espirituais”, os fundamentalistas também miraram os povos indígenas. Ressuscitando a velha retórica “missionária” de um povo a ser salvo pela “palavra cristã”, construíram <a href="http://merciogomes.com/2008/07/24/jocum-e-desmascarada-por-carta-capital-2/">relações bastante complicadas</a> com os povos indígenas. Chegaram a propor, no Congresso Nacional, um projeto que estabelece a visão de que os povos indígenas são infanticidas (até postaram no youtube um filme falsamente documental). Não por acaso, simultaneamente, abriram um vasto mercado de captação de recursos financeiros explorando adoções de crianças indígenas e o desconhecimento por estrangeiros da  realidade dos nossos mais de 220 povos nativos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Também os usuários de substâncias psicoativas  foram alvo do proselitismo dos fundamentalistas. Na esteira da falência da &#8220;guerra às drogas&#8221; e na ausência de uma política de educação e saúde mental que construa a autonomia dos sujeitos frente a estas substâncias, os fundamentalistas multiplicaram outro mercado lucrativo: o da cura pela conversão. Em todo o país, &#8220;comunidades terapêuticas&#8221; recebem r<a href="http://drogasedireitoshumanos.org/2013/04/16/politica-de-drogas-e-senad-planalto-manda-liberar-verba-para-grupos-religiosos/">ecursos públicos</a> para sustentarem seu proselitismo religioso junto aos dependentes químicos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas por que os fundamentalistas escolheram as religiões afro, @s sexodivers@s e os povos indígenas como seus inimigos? Por que não escolheram a religião católica, ainda majoritária no país e com a qual eles disputam espaço? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma marca dos fundamentalistas é a covardia: eles só enfrentam inimigos muito mais frágeis que eles. Do total da população brasileira, 1,5% é de seguidores das religiões afro, 5 a 10%  se declaram homossexuais e menos de 900 mil brasileir@s se declaram indígenas. Além de minoritários, esses grupos, têm sido historicamente estigmatizados e inferiorizados. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Certamente, tão cedo, não veremos uma Santa ser chutada novamente por um pastor fundamentalista, mas<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VYZXLVTUOj4"> terreiros seguem sendo violados</a> Brasil a fora sem que isso cause grandes comoções.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O caminho da ascensão fundamentalista vem sendo trilhado sem qualquer resistência: exploração da fé de um povo dilacerado; constituição de um moderno curral eleitoral – transformando Cristo em Cabo Eleitoral –; influência crescente no Parlamento e nos executivos; poder crescente no oligopólio brasileiro de informação; comunidades terapêuticas, empresas de shows, editoras, isenção de impostos&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma trajetória que dilacera, aos poucos, nosso nunca integralmente conquistado Estado Laico: leis que, de forma crescente, estabelecem os valores dos fundamentalistas como obrigatórios para o restante da sociedade, proselitismo religioso nas escolas públicas, transferência de dinheiro público para subsidiar comunidades terapêuticas, <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/religiao/marcha-para-jesus-de-malafaia-apoio-da-globo-e-da-prefeitura-do-rio-de-novo/">dinheiro público </a>para marchas para &#8220;Jesus&#8221;, dinheiro público para parques <em>gospel</em>&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E a sociedade brasileira, passiva, assiste à ascensão do fundamentalismo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Até que os fundamentalistas resolveram dar um passo &#8220;maior que suas pernas&#8221;: ter seu quadro político mais extremista como presidente da Comissão de Direitos Humanos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marco Feliciano é uma caricatura pesada demais para a sociedade brasileira. Além dos “tradicionais” ataques aos sexodivers@s, candomblecistas, umbandistas – que ele chegou até a pregar pelos “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hcyxpk0f4J8">sepultamentos</a>” –, o deputado-pastor vai além: ataca todos(as) os(as) negros(as) – classificando-os(as) como “amaldiçoados(as)” e resgatando teologia de tempos de <em>apartheid</em> – e as mulheres, que, e segundo ele, deveriam ser <a href="http://oglobo.globo.com/pais/marco-feliciano-diz-que-direitos-das-mulheres-atingem-familia-7889259">subalternizadas pelos homens</a>. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O sectarismo de Feliciano alcança até mesmo os seguidores do catolicismo, que ele chamou de “<a href="http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/religiao-morta-e-fajuta-diz-pastor-marco-feliciano-sobre-igreja-catolica/?cHash=35edb144ec532c75fbc7f05134d8dcec">religião morta e fajuta</a>” e responsabilizou os católicos carismáticos pelo “avivamentos de satanás”. O deputado-pastor ainda vai mais longe:  na mercantilização da fé, promete milagres em troca de senhas de cartões de crédito e vende carnê da casa própria em plena sessão de transe espiritual. Faz uso de seu mandato público para fins privados: contrata pastores, produtores de vídeo e advogados para suas empresas. Demonstra total incapacidade para lidar com o debate democrático, já que, segundo ele, seus adversários seriam Satanás.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Feliciano é uma figura tão indefensável que seus pares (incluída a revista Veja), para protegê-lo, precisam construir as seguintes estratégias tangenciais, entre outras.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 1 – Transformam o debate em uma briga pessoal entre Jean Wyllys e Feliciano. Tod@s @s deputad@s historicamente comprometidos com os Direitos Humanos são contrários a que um homofóbico racista esteja à frente da Comissão de Direitos Humanos. Por que só personificar em Jean Wyllys? Novamente, a costumeira covardia dos fundamentalistas: eles sabem que ainda há muita rejeição na sociedade ao fato de um homossexual ocupar um cargo público.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 – Afirmam que é uma perseguição aos cristãos. Não é verdade: é crescente o número de cristãos que dizem não a Marco Feliciano. Mais de 150 pastores e lideranças evangélicas assinaram um manifesto em que solicitam a substituição da presidência da Comissão de Direitos Humanos. Esse pedido também foi feito pela Comissão Justiça e Paz da Cnbb e pelo Conselho de Igrejas Cristãs – que congrega a Igreja Católica, Luterana, Presbiteriana, Metodista e Anglicana.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 – Tentam deslegitimar os movimentos contra Feliciano dizendo que seria mais importante lutar contra Renan e os <em>mensaleiros</em>. Ora, em quem os senadores fundamentalistas votaram para ocupar a presidência do Senado? E, entre os <em>mensaleiros</em>, não estava um dos parlamentares fundamentalistas, Bispo Rodrigues? Portanto, não há sentido em se relativizar uma luta fundamental, ainda mais quando isso é proposto por alguém que não constrói luta cidadã alguma&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Temos muito a &#8220;agradecer&#8221; a Marco Feliciano por provocar o surgimento de um movimento amplo e plural em defesa do Estado Laico. A sociedade Brasileira parece ter percebido finalmente o risco do Fundamentalismo Religioso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A disputa em curso é muito maior do que a de quem irá presidir uma Comissão da Câmara dos Deputados.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A luta para derrubar Marco Feliciano é a materialização do confronto entre as posições em defesa  do Estado Laico e o Fundamentalismo Religioso. O que está em jogo é a opinião da sociedade sobre as liberdades individuais e religiosas, sobre a laicidade do Estado e sobre o perigo fascista do fundamentalismo religioso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para derrotar o fundamentalismo, não podemos subestimar seu poder. Seus quadros políticos são preparados e exibem grande capacidade de oratória e convencimento. Mas também seria um erro superestimar sua força. Entendê-los como todo-poderosos que não podem ser derrotados criaria um sentimento paralisante na sociedade, que pouco contribuiria para o enfrentamento.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Então é importante conhecer, entre outros, os seguintes pontos de fragilidade dos fundamentalistas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 1 &#8211; O debate sobre a imensa fortuna dos pastores (inclusive registrada pela revista “Forbes”) os deixa muito fragilizados:  não há &#8220;teologia da prosperidade&#8221; que explique que essa prosperidade só chegue para pastores, enquanto seus rebanhos seguem massacrados pelo capitalismo selvagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Não é tão fácil quanto eles dizem mobilizar sua base social para uma disputa política aberta. Todas as vezes em que eles mobilizaram multidões foi em torno de temas religiosos mais gerais – as marchas são &#8220;para Jesus&#8221;, a rejeição ao PLC 122 entra como um tema &#8220;acessório&#8221;. Seu rebanho é composto de um público domesticado pelos poderes constituídos. Quem já o viu presente em um embate no Congresso percebe como aquelas pessoas ficam acuadas por não entenderem plenamente o que está acontecendo. É verdade que, em tese, os fundamentalistas podem arrastar multidões para o embate público, mas seria uma manobra arriscada tirar essa gente dos currais do fundamentalismo e jogá-la no lugar do contraditório. Eles sabem que os argumentos deles só funcionam sem um contraponto de qualidade.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; Felizmente, eles ainda não têm um projeto de poder comum. Cada um tem seu próprio projeto de poder, e eles, muitas vezes, se chocam. Feliciano e outros estão jogando para nichos extremistas, ao passo que parlamentares fundamentalistas como Marcelo Crivela sonham em ocupar um cargo majoritário e, para isso, precisam ser mais &#8220;amplos&#8221;. Um acirramento de conflito, no patamar realizado por Feliciano, é ruim para os planos deles. E, mesmo dentro do mundo religioso, os fundamentalistas disputam territórios de forma bem pouco &#8220;elegante&#8221;: se hoje Malafaia e Feliciano se unem por senso de sobrevivência, até pouco tempo se matavam pelo controle da Assembleia de Deus. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Embora os fundamentalistas não compartilhem um projeto de poder, eles agem segundo uma lógica política comum, o que dá lastro a uma articulação importante dentro do parlamento e à aliança recente para defender Feliciano. O perigo é que eles tenham tanto poder daqui a alguns anos, que comecem a aventar um projeto de poder comum.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 – Os fundamentalistas dependem dos evangélicos conservadores não sectários para terem legitimidade  ao falar em nome do &#8220;povo evangélico&#8221;. No entanto, as lideranças conservadoras não confiam nos propósitos dos mercadores da fé, que, por isso, não podem ir longe demais nos embates, sob o risco de ficarem isolados no próprio mundo evangélico. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; Dentro do movimento evangélico, há setores progressistas e inclusivos, hoje muito isolados, e que precisam ser mais visualizados para demonstrar à sociedade que existe sim evangélicos que não são intolerantes.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Analisar essas contradições dá caminhos mais firmes para o movimento pelo Estado Laico e contra Feliciano.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dificilmente Feliciano sairá da presidência da Comissão. A não ser que se torne insuportável a pressão institucional crescente:  de seu partido; da Presidência da Câmara, que já se posicionou pela inviabilidade de Marco Feliciano continuar à frente da CDH; da Comissão de Ética, que, diante de uma representação do Psol, julgará o uso do mandato para fins privados.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Feliciano sabe muito bem que, a cada dia que ficar à frente da Comissão, ele ganhará mais votos de um eleitorado extremista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ainda que não seja fácil derrubar Feliciano, é fundamental que o movimento siga combativo:  que, a cada dia, os jovens tomem os corredores do Congresso e digam: &#8220;Feliciano não nos representa&#8221;. Que, a cada dia que a CDH se reunir a portas fechadas, seja evidenciada a incapacidade de sua atual direção de dialogar com os movimentos sociais, a cada dia que uma audiência  se inviabilizar porque os convidados se negam a estar num espaço liderado por um fundamentalista, cresça, na sociedade, a consciência do perigo do fundamentalismo religioso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A cada dia que Feliciano fica à frente da Comissão,  amplia-se a Frente pelo Estado Laico , que já envolve artistas, lideranças religiosas, movimentos sociais, parlamentares e milhares de ativistas nas ruas e nas redes.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por isso sigamos insistentes e persistentes &#8230;.o tempo que for necessário!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>E sejamos “justos”: “Obrigado, Feliciano, pelo nosso fortalecimento para combater o fundamentalismo. Nunca estivemos tão fortes e unidos. Obrigado!&#8221;.<a href="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/instagram-feliciano.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-330" title="instagram-feliciano" src="http://ciatriangulorosa.info/wp-content/uploads/2013/04/instagram-feliciano.jpg" alt="" width="563" height="568" /></a></strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Eduardo d´Albergaria (Duda) é Cientista Social, Especialista em Políticas Públicas (MPOG) e militante da Cia Revolucionária Triângulo Rosa. </strong></p>
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